Phaunus: “vinhos radicalmente artesanais” produzidos sem electricidade

Os vinhos “radicalmente artesanais” da “Quinta dos Phaunus”, uma adega “medieval” onde se produz o néctar dos deuses sem electricidade envolvida, chegaram à Virgu Wines.

Vasco Croft, o filósofo dos vinhos biodinâmicos Aphros, dá mais um passo rumo à produção de vinhos totalmente naturais com o seu mais recente projecto “Quinta dos Phaunus”.

O produtor de vinhos da Região dos Vinhos Verdes está a transformar a Quinta Casal do Paço, em Arcos de Valdevez, num espaço de encantamento, em que as uvas se tornam no maravilhoso néctar dos deuses num processo totalmente artesanal, prescindindo inclusive da electricidade.

A “Quinta dos Phaunus”, o novo nome que Vasco Croft dá ao local, é a reencarnação da “transformação radical” que aconteceu na adega minhota, nos últimos anos. É uma verdadeira transmigração para uma nova vida, conforme refere o produtor minhoto, lembrando os princípios da filosofia budista.

Uma adega “medieval”

O centro de produção dos vinhos Aphros mudou-se assim, para instalações modernas nas proximidades da Quinta do Casal do Paço, para uma adega construída de raiz, ideal para fermentar os vinhos biodinâmicos que a Virgu Wines tem nas suas prateleiras.

Esta mudança permite que a velha adega se dedique exclusivamente à produção de “vinhos radicalmente artesanais”, nas palavras de Vasco Croft. O “radical” reporta-se, nomeadamente, à electricidade que foi banida da produção na “Quina dos Phaunus”.

“Quando carregamos no botão e a máquina faz o seu trabalho, desligamos o nosso envolvimento energético”, nota o produtor, realçando que “aplicar energia e atenção tem implicações, tanto connosco, como com o produto final”.

Produção em ânforas antigas

Estes vinhos “medievais” com a chancela Phaunus, que também podem ser aquiridos na Virgu Wines, nas versões Rosé Palhete 2016, Branco Loureiro 2015 e Espumante Pet Nat 2016, são produzidos em ânforas, “o material mais antigo usado” para o efeito, segundo nota Vasco Croft.

Estas ânforas ancestrais permitem fazer vinho com uma “intervenção enológica mínima”, dando azo a que todas as qualidades das uvas se evidenciem naturalmente e gerando assim, um néctar único e irrepetível.

A par da transformação da adega num espaço quase medieval, Vasco Croft também remodelou outras áreas da Quinta, como a Casa do Sequeiro, a Casa da Tulha e a Capela, dando-lhes um novo visual e uma nova funcionalidade como apartamentos para acolher hóspedes.

A ideia passa por levar “mais vida cultural” à “Quinta dos Phaunus”, transformando-a num “espaço de encontro e de reflexão, onde as pessoas vêm para estar e experienciar outras coisas, além de provas de vinho e de visitas às instalações”, explica o “filósofo” dos vinhos biodinâmicos.

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