Vinho espumante rosé Phaunus Pet Nat 2019

18.90 

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Manuel Moreira

Sem eletricidade mas de muita energia

Phaunus é uma linha de vinhos que assume, através do nome e conceito, conexão à natureza e aos seus guardiões, pela mitologia. O dizer, “vinhos sem eletricidade”, simboliza a relação da obra com o seu obreiro. Manufatura humanizada, pela arte da tradição, arte da civilização do vinho, com os artefactos disponíveis, modelados na sabedoria da história do vinho. Não resulta de o simples “carregar no botão”. Resulta da energia física e manual, que impulsiona a mecânica sob a força do querer. Acrescenta ainda mais valores. O Pet-Nat, representa a ancestralidade do vinho, representa épocas de indomado carbónico, inevitabilidade natural da produção de vinho, até ao seu domínio e descoberta dos segredos, pela segunda fermentação. Acrescido valor, por nesta edição, usar e combinar castas de intemporal contributo na personalidade dos vinhos da região. O Alvarelhão, de reconhecida elegância e frescura ácida, com o Vinhão, das castas tintas, mais originais e distintas do país.

É um vinho que não se bebe somente. É um vinho, apesar da aparente simplicidade, nos transmite imenso sobre “Vinho”, e claro sobre os seus autores. Aroma de frescas fragrâncias, delicadeza aromática, de carater sempre a descoberto. A jovialidade e alguma irreverência soam distintamente!

A leveza e ligeireza fazem parte da sua própria natureza. Bem seco, de acidez elevadíssima, 10,4g (expressa em ácido tartário/dm3), vistosa e crocante, encontra cumplicidade na ágil mousse, a par do jovial frutado. No conjunto, refrescam tudo em que tocam. É daqueles vinhos que criam e alimentam assunto à mesa! Quem preferir pode bebê-lo bem fresquinho. Mas num copo de vinho branco servido entre os 10ºC e 12ºC, é quando brilhará mais!

É vinho de imensa versatilidade á mesa. Mas como o calor começa a apertar, as sugestões vão no sentido desta saison. As vivacidade e leveza são pontos cardeais que orientam o seu consumo. Pratos de sabores descontraído, entre petiscos e aperitivos. Peixes e mariscos variados, de preparações relativamente simples. Será muito eficaz a animar um churrasco, de entremeada, salsicha fresca, febras, ou pica-pau, como exemplos. Sardinha a pingar na broa, também! Ou legumes grelhados na brasa ao ar livre! Tempuras e fritos, funcionam bem com a frescura do vinho e ligam bem com a textura “carbónica” do vinho. Apela mais à emoção que à razão! A beber já!

Origem

Estilo

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Castas

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Álcool

Produtor

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Ideal com

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Garrafa

O projeto começou sob o nome comercial Afros, rótulo fundamentado em Afrodite, a deusa grega do amor e da beleza, padroeira de um projeto original que entretanto cambiou para a denominação atual, Aphros. O projeto saiu do empenho pessoal de Vasco Croft, arquiteto de formação que apesar do apelido familiar não alega qualquer relação de parentesco com a casa de Vinho do Porto homónima. Apesar de lisboeta, Vasco Croft cedo se habituou a visitar a quinta da família nas longas férias de verão, período durante o qual aproveitava todas as oportunidades para se aventurar na região minhota de Ponte de Lima. A quinta manteve uma atividade agrícola persistente, produzindo, à época, vinho para terceiros. Após a revolução de abril, período durante o qual a família se viu obrigada a transladar-se para a quinta, e com a alteração do tecido social da região e o despertar do setor cooperativo, a quinta passou a entregar as uvas na Adega Cooperativa de Ponte da Barca, destino que se manteve durante as décadas de 80 e 90 do século passado.